sábado, 23 de janeiro de 2010

Planos para que ?

Se na hora a gente decide ficar, ou ir pra outro lado.

O legal da vida talvez seja exatamente o inesperado, a liberdade para mudar o caminho a hora que der vontade e principalmente, a coragem para fazer tudo isso.

Eu tenho vivido mudanças diárias, de todo o tipo. Mudanças de humor, mudança de planos pequenos, compromissos inesperados , sem questionar, tenho aceitado.Eu que sempre fui de contestar cada vírgula, hoje, deixo passar justamente para evitar maiores desgastes. Não estou tolerante, apesar de que o trabalho tem me feito engolir uns bons sapos! Minhas veias saltam de fúria, mas eu não contesto,até porque todo começo é difícil mesmo e eu, sinceramente, consegui enxergar as coisas de um jeito real e não fantasiado por mim, desta vez.

Sobre as pessoas, não estou muito afim delas.Evito lugares e possíveis encontros que irão me chatear, quero me poupar, preciso. A sensação que vou descrever agora, é tudo o que eu não quero viver : é como se, de súbito, um choque acontecesse dentro de mim, eu sinto cada parte do meu corpo acelerar, a respiração ofegante, garganta fechada e seca, mãos frias e trêmulas e pernas também trêmulas, olhar assustado tentando disfarçar o desespero.A expressão facial, num primeiro momento, faz aparecer as marcas na testa, boca fechada, olhos mudam de direção a cada milésimo, depois um sorrisinho, uma conversa rápida com alguém que está ao lado ou então nada.O coração, bom, esse parece saltar do peito, parece que não vai dar conta de acompanhar tantas batidas num tempo curto. Esses sintomas pelo corpo, geralmente duram alguns minutos, o coração é exceção, dura mais, por conta dos pensamentos. Aqueles malditos.

Ao mesmo tempo que eu me sinto impotente aquilo, incapaz de controlar ou resolver a situação, eu me sinto viva, sinto cada parte do meu corpo responder, gritar, pedir...

Estou desconexa, avulsa, um produto fabricado com defeitos ou qualidades a mais, me sinto a própria exceção.