Estranho de mim
Olho, logo vejo a imagem que me intriga
Reflexo do ego mistério sem fim
a me observar permanece
E como que por encanto se infiltra em minha alma
atinge o supra sumo do meu ser
Eu estranho de mim continuo intocável
Mergulhado na imensidão dos meus desejos
perdido por entre os estreitos caminhos a seguir
No rosto as falhas gritantes acuniam
que o tempo passou singelo, discreto
Eu não vi
A busca incessante pelo auto-conhecimento
Impulsiona curiosos, a seguir
E eu, frente ao espelho
questiono sem receio o estranho que há em mim.
Laís Tiburcio Torres
Já faz um tempo, mas tempo para a poesia é inspiração.
Um abraço, meus caros.